O Discurso do Rei

The king is dead. Long live to the king. Quando um monarca morre,não morre um indivíduo,morre o simbolo do Estado,portanto partindo um,logo em seguida alguém deve assumir seu posto para não criar um vácuo no poder. O que são reis e rainhas?o Estado?O sol? O braço secular de Deus? Desde o século dos séculos,aquele que reina não é um simples mortal,existe entre este ser e o resto dos comuns,um abismo,pois cabe a ele decidir os rumos de sua civilização.Ele não possui preocupações mundanas. Monarcas são sempre retratados imponentes,grandiosos,figuras sobre humanas.Muito fácil quando tudo que se conhece do sujeito é o retrato a oleo,ou quem sabe uma fotografia,nada mais.Seus discursos precisam ser noticiados ou de forma impressa no jornal,ou de forma oral no boca,boca. Quase um ar mítico, “sua majestade disse…”.

O que acontece quando então aquele outrora  inatingivel está dentro de sua casa,e fala diretamente com voce. Ele possui VOZ,ele possui uma identidade mundana,no momento em que se comunica com os mortais. O rádio fez esta gentileza à nobreza. A tv só veio para piorar tudo e os desnudar perante o mundo,sim eles são gente como a gente.Eles choram,eles tem ataque de furia,eles traem,eles tem seus dias ruins. Não é realmente fascinante?Principes e princesas tão próximos,ao ponto de veja bem,fotógrafos tentarem contra a vida de um destes membros reais e realmente matarem um deles. Nada de Torre de Londres para eles,no máximo um processo e nada resolvido.

O que tem O Discurso do Rei a ver com todo este prólogo?Tudo. O fascinante do filme não reside em ser uma cinebiografia do rei George,nem em como ele curou sua gagueira,mas sim de como o Duque de York,que sempre viveu a sombra do irmão,o herdeiro real,aquele que tem um dever na vida, se torna rei. De fato. Não falo apenas de ter uma coroa na cabeça. Falo de toda a simbologia.

Vemos um duque como um homem qualquer,com anseios,duvidas,temores e medos,entretanto exatamente por sua posição ele guarda bem escondido o que existe de ordinário dentro de si. Ele personifica o Estado. Com certeza um fardo bem pesado,já sendo apenas duque de York,imagine sendo o rei da Inglaterra.Sua gagueira está justamente em seu vacilo enquanto homem. O mais corajoso de seus irmãos,como o longa reforça pela fala do falecido rei,mas que não percebe este lado.

Colin Firth como rei George está soberbo,na medida do homem exitante,mas que ao mesmo tempo possui um senso de dever enorme,e não sabe como lidar com os dois,por isso exita e gagueja.Muito de sua força vem de dois personagens que lhe servem de apoio e contraponto também. A personagem de Helen Bohan Carter,a rainha Elisabeth, e Geoffrey Rush como seu fonodiólogo e porque não terapeuta. A realeza possui também ela propria marcas profundas de serem analisadas e dissecadas pelo interesse publico.

Uma das cenas mais interessantes do longa é quando o rei assiste a um telejornal e se encanta pela retorica Hitleriana.Cena muito curta,que mostra seu entusiasmo no olhar de como o homem fala.Realmente como mobilizar milhares de soldados em várias partes do mundo,mais um povo inteiro?Apenas sendo muito “bom de lábia ” mesmo. George assim percebe a força que no século XX esta máquina chamada radio terá em mobilizar multidões e como os seus discursos não terão este plus,pois se ele não gagueja,como um homem fraco e exitante mais,ele precisa de ajuda para terminá-los.

No final da década de 30 o rádio ainda conseguia manter um pouco a dignidade dos Windsor,com algum treino,algum truque,voce poderia se dar bem.Hoje em dia esta familia precisaria muito mais do que uma forcinha enquanto o rei grava seu discurso.Ela precisa por si só se mostrar imponente.Muito mais fácil curar gagueira….

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O Vencedor

Filmes de Boxe vem sempre acompanhados de um combo: família,superação,pobreza. Pode ser Rocco, e Seus Irmãos como pode ser Rocky. Em O Vencedor não seria diferente, e neste drama a família ganha destaque. Baseado na história verídica de um campeão mundial,o longa se concentra na família conturbada do lutador, típicos “white trash”,sem muita perpesctiva a não ser viver de subempregos,sendo o boxe a chance de deixar de ser um loser e se transformar em alguém.

O grande trunfo do longa está nas atuações. Não é a toa que concorre a 3 categorias neste campo.Cristian Bale,Melissa Leo e Amy Adams levam o filme nas costas. Seus personagens de personalidade forte são quem direcionam a carreira e a vida do bom e sugestionável Mik. A mãe ,vivida por Melissa, empresaria o filho com mão de ferro;o irmão mais velho,vivido por Bale, o treina. Ele já foi uma promessa do boxe ao derrotar Sugar Ray em 78,mas o vício em crack destruiu completamente sua carreira. A matricarca vive das glórias do filho prodigio no passado e faz vistas grossas ao estado lamentável em que ele se encontra. O caçula vive portanto a sombra do irmão genioso e encontra na nova namorada,interpretada por Adams,um porto seguro a toda maluquice da familia. O embate se dará entre os tres,e Mik ficará no meio.O fato de Mark Whalberg não ser um grande ator ajuda até no fato dos outros personagens comandarem sua vida,o problema é quando ele precisa assumir as rédeas,aí não convence e ele continua apagado pelo talento dos 3 atores coadjuvantes.

É quase certo que Bale e Melissa Leo levem para casa as estatuetas de ator coadjuvante a atriz coadjuvante respectivamente,já levaram o Gl0bo de Ouro. O ator já provou ser grande no filme de Herzgov de alguns anos atrás e mais uma vez tem atuação magnífica na pele do ex boxeador viciado.  Além da transformação física,o ator é versátil,consegue sempre imprimir tons diferentes. E Melissa Leo ,desconhecida praticamente do grande publico,é a personagem feminina do filme,faz grande dupla com Bale. Sempre existe aquela maldição do Oscar,ator desconhecido ganha premio e depois faz filmes obscuros,mas acho improvável acontecer isto com ela,atriz de grandes qualidades deve ter sua chance agora.

Para quem gosta de ver atores bons e excelente performance,O Vencedor é mais do que recomendável!

Bravura Indomita

Lei Natural versus a Lei construida pela sociedade. Os filmes dos irmãos Cohen sempre de uma forma ou outra tratam do assunto,dos dilemas morais,de vingança. Bravura Indomita é portanto um prato cheio para dupla. A história se passa no Velho Oeste,quando ainda estava se construindo uma sociedade,quando os limites do Estado naquele pedaço de terra ainda era muito incipiente,ou seja a lei natural e a da federação conviviam lado a lado.

Um homem é morto por um bandido qualquer e o xerife pouco faz para prende-lo no dia o deixando escapar. A filha adolescente quer vingar a morte do pai,mas não quer apenas matar o assassino,ela quer levá-lo de volta para a cidade para que ele seja julgado e enforcado pelo crime. Para isto ela contrata um U.S Marshall. Sim o Estado no momento pode ser usado para fins particulares,o que difere este homem de um mercenário?Ele é a personificação da Federação. Soma-se a dupla um Texas Ranger,um policial, que vem caçando o fora da lei faz um tempo e quer levá-lo para o Texas para que seja julgado por lá,afinal a recompensa é grande. A micelania jurídica e social é grande? Sim claro! Estamos no Wild Old West! Tudo o que os Cohen mais poderiam querer para esta nova versão do filme lançado originalmente com o cowboy supremo,John Wayne.

No papel principal, Jeff Bridges como o homem contratado para ir atrás do bandido. É um mocinho torto,pois se aceita o dinheiro para ir atras de outro homem,também é movido por um senso de justiça, a tal lei natural! Ele é destemido,não tem medo de foras da lei,que foram feitos para serem presos e se não for possivel que se rendam,mortos a tiros. Está longe de ser um exemplo de vitude,é beberrão e por isso não muito bem visto pela justiça. Faz as coisas de seu jeito.E Bridges dá vida brilhantemente ao U.S Marshall,como é típico dos Cohen eles trabalham na chave do tipo e temos um belo exemplo em sua atuação,a voz grossa de sotaque caipira carregado,o jeito pesado para andar e o corpo feito um pendulo, a boca torta. Parece tudo,menos a personificação do cowboy mocinho,entretanto no carater bom é que ele se revela.

Como complemento ao seu personagem,temos o Texas Ranger interpretado por Matt Damon,um tipo meio pilantra,meio bobalhão,ficamos na duvida até onde ele é confiável e a incrivel Mattie Ross interpretada por Hailee Stenfield, dura,racional,esperta,muito mais do que se espera de uma garota de 14 anos ,mas ao mesmo tempo insegura e ingenua como uma adolescente pode ser.

Os irmãos Cohen prestam uma bela homenagem ao Faro Oeste ao manter a tradição de estética do genero,mas  a modernizando. Muitos planos gerais da paisagem,o homem pequeno frente a natureza, as transições de cena com fade -in e fade out, a luz amarelada do sol ou da luz de velas. E claro que por serem quem são,eles não poderiam deixar de lado o humor negro,ele aparece tímido em umas duas cenas,mas está lá para mostrar a assinatura dos diretores.

Eles acertaram de novo em cheio.

Black Swan

 

Assisti The Black Swan pela primeira há duas semanas atrás,quando o filme terminou eu estava roendo as unhas tamanha ansiedade. Resolvi escrever sobre o longa depois que ele estreiasse nos cinemas pois queria reve-lo na tela grande para primeiro ver se ele realmente se sustentava,pois poderia ser mais o frisson do suspense de não saber o desfecho do que um bom filme em si, e em segundo lugar porque realmente é um longa para cinema,as tomadas são pensadas plásticamente para telas grandes. Resultado: não decepciona,é realmente um belo e bem dirigido filme.

Poderia ser um cliche,a garota bem comportada com uma mãe castradora e mau resolvida que desconta na filha todas suas frustrações. A disciplina espartana do balé e as consequencias muitas vezes nefastas da competição desmedida por um lugar ao sol,ser a única prima bailarina de uma companhia.The Black Swan tem tudo isto,e muito mais. Natalie Portman está absolutamente soberba na pele de Nina,uma bailarina de cotidiano rigoroso,obcecada pela perfeição. A atriz de porte delicado e voz meiga leva estes atributos ao extremo,a cadencia de sua voz,seus gestos são de menina não de uma mulher já adulta,não parece ter mais do que 12 anos.É como se fosse a própria bailarina das caixinhas de musicas,frágil e protegida do mundo.Entretanto como é impossível sermos apenas um lado da moeda,o longa concentra-se na transformação psíquica que sofre a personagem ao longo da história: pulsões de vida e destruição. Torna-se um thriller psicológico,onde seu duplo vai começando ocupar espaço,o lado da destruição,o cisne negro.

Não bastasse seu lado thanos cada vez mais latente,existe na cia de balé uma bailarina novata que é a representação real deste seu lado que tanto tenta reprimir,Nina desenvolve pela garota uma obssessão e repulsa ao mesmo tempo,sendo que muitas vezes em seus delírios as duas se confundem e esta convergencia em uma só vai num crescendo ao longo do longa chegando ao clímax ao final da história,deixando o espectador tão confuso e excitado quanto a bailarina.

Os grandes trunfos de Black Swan são a direção segura e primorosa de Darren Aronosfky e atuação espetacular de Natalie Portman. O diretor não faz uma tomada sem a presença da atriz,ela está presente em absolutamente em todas as cenas. Filmado com muitos closes,principalmente dos rostos das personagens,temos a sensação de sufocamento,de embate direto com o outro e com a própria Nina, na tela grande as expressões tão perto dos atores torna-se violento.  Além dos closes na parte superior de seu corpo por trás,bem em suas escápulas,as asas.Ele também utiliza inteligentemente muitos planos sequencias dos momentos da bailarina dançando,como se a camera dançasse junto,muito perto,como uma subjetiva de outra bailarina  a dançar com ela,só que no caso,ela acompanha todos os movimentos de Nina,ou seja,como se a camera fosse seu duplo a se libertar,causa vertigem e é novamente violento.

Violento. Talvez boa palavra para descrever o filme. O Balé se mostra ao publico como um espetáculo belo,leve,com suas bailarinas vaporosas,delicadas,entretanto o esforço físico da própria dança,e a disciplina são violentos e cruéis. Duas cenas ilustram muito bem esta definição.  A primeira,é a própria cena inicial,um um belo plano sequencia que abre o filme com Natalie Portman vestida de Cine Branco,toda alva e de toutou,leve,linda,virginal.Apenas um foco de luz em toda cena,diretamente nela,a camera vai se aproximando e começa a acomapanhar sua dança,cada vez mais rápido,o personagem responsável por sua transformação em cisne se aproxima por trás,um ser grotesco,grande todo de preto,a dança se torna mais vigorosa,o esforço é maior,belo porém violento.A segunda cena é quando a cia volta das férias,as bailarinas frageis e pequenas em seus tou tous praticamente esfolam seus instrumentos de trabalhos,as delicadas sapatilhas.Batem vigorosamente com a ponta no chão,para quebrar o gesso,arrancam a palmilha com força,riscam vigorosamente a sola com tesouras como se riscassem a carne de alguém,e protegem seus pés bastante maltratados com esparadrapos,pele em carne viva e praticamente deformados.A leveza é apenas aparente.Quem disse que balé é belo?

O final é surpreendente,e não devido apenas ao desfecho,mas a todo o caminho que leva a ele.Pode-se assitir ao longa uma,duas,tres vezes e todas as vezes a audiencia sairá com as mãos suando e roendo as unhas de tamanha ansiedade como se o assistisse pela primeira vez.

O Turista

O diretor é o mesmo do impressionante A Vida dos Outros,o roteirista o mesmo de Os Suspeitos ( um dos melhores roteiros já feitos), no elenco Paul Bettany, Johnny Deep e Angelina Jolie. Tudo para dar certo?Errado! O Turista não é a bomba que muitos andam dizendo por aí,talvez porque seja tão insosso que até para isto precisaria de mais personalidade. O roteiro ainda parece um rascunho,um thriller,sem thriller! Existe o potencial de perigo,mas não se desenvolve,nunca!Acaba antes,em todas as cenas,não tem nem como ter o gostinho do perigo. O clímax é inexistente,existe a tentativa para que ele exista,mas nem o espectador mais ingênuo consegue acreditar no perigo que correm os personagens.

Não existe química entre o par principal,o que não deixa de ser uma aberração pois estamos falando dos atores mais sexies de Hollywood : Deep e Jolie,mas não funciona. Muito pela escolha estranha do diretor de fazer de Angelina aquilo que a estrela naturalmente é : absolutamente linda. Entretanto tirando uma sequencia em que o charme da bela atriz tem causa e razão de ser,as outras cenas com homens revirando os pescoços até quebrá-los,a insistência da camera sempre em close no seu rosto, e sua postura sempre “eu sou linda e sei disto” são um despropósito. E aí reside o problema porque enquanto Jolie é apenas um rosto magnífico na tela,Deep é um abobalhado,tímido que se apaixona pela bela,e cada um está jogando sozinho.Claro que existe um porque para que este casal não pareça sexie,é preciso acreditar que Angelina nunca ficaria com um cara como o personagem de Deep,mas é tão abismal a diferença entre ambos que cada um parece estar fazendo um filme,e bem isto quebra a remota fantasia que o espectador possa ter em um cara “normal” ficar com a estonteante e inatingível mulher misteriosa, e assim o distancia, o que se segue não empolga,não existe muito por quem torcer,por quem se afligir.

No final é um filme nulo. Realmente uma das escolhas mais curiosas do Globo de Ouro este ano!

A Rede Social

Muito se falou quando A Rede Social estreou,afinal Facebook é o site de relacionamento da moda,pode ser que aqui no Brasil o orkut ainda tenha mais apelo,mas nada se compara com o frisson mundial causado pelo site. O rosto de seu criador estampa a revista Times como o homem do ano,qualquer site que entremos existe um ícone com o f que nos direciona para nossa página.Nossa vida virtual é tão interessante quanto a real!Por causa de toda esta histeria se falou tanto no longa,porque cinematográficamente não é possivel.

A Rede Social é fraco,trata-se de um filme bom para se assistir em casa num final de semana,poderia ter sido alguma produção de canais de tv norte-americanos com atores razoáveis,como é costume HBO e outras emissoras mas só.

Jesse Eisenberg é que faz do longa algo mais interessante,seu personagem é distante,perdido e frio no ponto certo,Mark Zuckerberg é um nerd calculista mas nenhum monstro,existe profundidade e contraste em seu personagem. Ou seja,o longa também não demoniza o criador da rede social,não faz dele um monstro como muitas vezes a imprensa o faz,mas também não é condescendente com suas atitudes.Este é o ponto positivo do filme,mas para o livrar de ser o grande vilão,transforma o fundador do Napster no canalha mor,sem escrupulos. Sabe lá Deus se é isto mesmo,mas o roteiro precisa de um contraponto de peso ao bom Eduardo,o amigo enganado. Se os roteiristas carregaram na tinta nem seria necessário porque a visão completamente inversa de ver os negócios do fundador e do co-fundador já seriam o suficiente para uma história interessante.

Será injustiça o filme sair carregados de premios no Globo de Ouro,mas como sempre a industria quer saber de quem dá bom retorno financeiro,e isto A Rede Social dá de sobra,afinal quem não quer saber mais sobre aquele que deu novas dimensões para nossa vida sociai?

 

127 Horas

Danny Boyle acerta em cheio em 127 Horas. Depois de Trainspotting o diretor britanico vem sendo bem irregular em sua filmografia com o desastre  A Praia e o subestimado mas fraco Slum Dog,entretanto neste novo longa ele aposta em algo mais simples e o resultado é bastante satisfatório.

Baseado em uma história real 127 Horas gira em torno de um personagem,Aaron,interpretado com grande maestria pelo multi-artista James Franco. Amante dos esportes radicais Aaron costuma passar seus fins de semana em boas aventuras pelo Grand Canyon, as horas do filme correspondem ao tempo em que ele sofre um acidente durante uma escalada e se mete em uma enrascada até que o encontrem.

O longa portanto é focado exclusivamente no personagem principal,o que o faz ser um filme de ator e de direção,sem esta dupla muito bem afinada não seria possível ter um filme de 90 minutos plausível. Histórias de desastre no cinema tendem a ser cheias de pirotecnia e ápices,aumentando o grau de tensão do espectador,aqui ao contrário temos apenas James Franco,e a camera em primeiro plano,primeiríssimo plano muitas vezes e o tempo.

Como é comum nos filmes de Boyle a edição segue um corte ágil,cheio de cameras,enquadramentos diferentes,provocando muitas vezes vertigem.Não é diferente em 127 Horas.Entretanto a boa jogada do diretor está em nos saturar de imagens em cortes rápidos,em telas divididas,em suportes audiovisuais variados durante os primeiros 20 minutos do filme,mantendo um padrão das próprias filmagens de esportes radicais,grande angulares,enquadramentos em close e que se possa registrar bem cada detalhe da ação,e alguns momentos como se fosse um registro documental,para quando a tragédia acontece,o o ritmo diminuir,e termos outra percepção temporal. A edição ágil diminui mas não cessa,como se fosse o subconsciente de Aaron.E o diretor deixa livre James Franco para criar,seu desespero latente em cada close,só vai aumentando a sensação de sufocamento e solidão no publico.

Competindo com Colin Firth e Jesse Einsenberg hoje pelo Globo de Ouro,Franco é o azarão da noite,não deve levar o premio mas é vem crescendo cada vez mais como um ator diversificado e talentoso.Boyle também não deve levar nada,mas é bom ver que alguém tão genial ao ponto de fazer Trainspotting não tenha perdido o jeito para bons filmes.