CLUBE DE COMPRAS DALLAS

Cinco milhões de dólares. Para nós, é um orçamento alto, para os padrões norte americanos é bem modesto ( só por crowdfunding o filme sobre a série Veronica Mars arrecadou mais de 7milhões). Vinte anos separam a escrita do roteiro por Craig Borten e a realização finalmente do longa. Muitas foram as tentativas até que finalmente diretor e equipe toparam.

Jared Leto após ter ganho o Oscar afirmou ter sido dificil a jornada, dificil exatamente pelo orçamento bem limitado que possuiam, tempo escasso de filmagens. Ao contrário de super produções, a equipe era enxuta e precisava ser multi task ( acho que o máximo o quanto uma produção cinematográfica norte americana com seus sindicatos deixa).

Angariar patrocinadores para este projeto com certeza não foi tarefa fácil: retratar a história real de um cowboy homofóbico que em plenos anos 80 contraíu AIDS ao se relacionar com uma prostituta dependente de drogas injetáveis e que para sobreviver apelou para tratamentos alternativos ao recomendado pela FDA- o AZT apenas disponível para pacientes triados para pesquisa- com  sucesso e mais do que isto cria um clube de compras destas drogas, para outros que como ele buscavam desesperadamente sobreviver.  O problema não está no vírus HIV, o problema está em escancarar o lobby das poderosíssimas industrias farmaceuticas, em dilemas éticos e jurídicos em não permitir que pacientes em estado terminal (porque o que era a AIDS em plena década de 80 se não isto?) tentem qualquer forma de tratamento que possam ajuda-los, em alternativas simples como vitaminas, boa alimentação, proteínas puras, remédios naturais que podem ser tão eficazes quanto esta droga potente e no início tão letal quanto a própria doença ao destruir mais ainda o sistema imunológico. Clube de Compras Dallas é um vespeiro. E dos bons!

O roteiro acompanha o desenvolvimento da doença em Ron Woodroof, um cowboy eletricista trambiqueiro. Ao parar no hospital por um acidente de trabalho, ele descobre que sua tosse e sua aparencia cadavérica são resultado do vírus HIV, o prognóstico mais otimista do médico: 1 mes de vida. A partir daí,malandro que é ele dá um jeito de conseguir a nova droga testada em humanos para tratar a AIDS, o AZT. É de saída o mal estar que o filme causa ao mostrar o que na década perdida as pessoas infectadas foram capazes de fazer para ter uma mínima tentativa de sobrevivencia e o total despreparo das autoridades para lidar com uma doença nova, letal e que se espalha com grande velocidade. Na busca pela sobrevivencia ele conhece Rayon, um transsexual viciado em drogas que foi escolhido para fazer parte da pesquisa. Os dois desenvolvem uma parceria comercial no Clube de Compras que abrem para tratar dos pacientes soro positivos com outras drogas, proíbidas pelo FDA, e ao longo da história vão desenvolvendo uma grande amizade, de uma maneira torta, permeada por comportamento arredio por parte de Ron, caipira homofóbico que vai aos poucos relaxando e mudando seu comportamento a medida em que sua aproximação com Rayon aumenta e também com outros homossexuais, membros de seu clube.

É um filme na medida certa, correto na direção, um bom roteiro sobre o início do clube até a FDA conseguir sua proíbição e principalmente trata-se de um filme de ator, a força do roteiro, a força do longa em si está na construção dos dois personagens principais: Ron e Raymon. Não acho Mathew McConaughey um grande ator, ele é na maioria das vezes limitado e canastrão, mas justiça seja feita, em Clube de Compras Dallas ele constrói um personagem rico, vibrante, dramático, complexo. Ajuda o fato do personagem ter um “que” canastrão no modo de se relacionar com os outros, ele se aproveita disto e cria um tipo delicioso. E claro ter como suporte Jared Leto como o transsexual Rayon só acrescenta. Leto é um dos melhores atores de sua geração, infelizmente pega papéis menores, faz poucos filmes ( há 4 anos não contracenava no cinema) e prefere excursionar com sua banda horrível. Ele cria com muita delicadeza Rayon, num tom certeiro, melancólico, trágico. Alguns grupos LGBT torceram o nariz pela escolha dele para o papel, achavam que era necessário um transsexual para o papel, entendo a luta das organizações para que os trans também tenham voz na industria, mas é deixar as coisas muito no preto e branco, só homossexuais poderiam interpretar outros homossexuais também? O argumento usado de que brancos no início do cinema interpretavam negros e isto seria a mesma coisa é muito frágil, não se sustenta.

Clube de Compras Dallas é um filme que merece e muito ser visto: ótimas atuações e um roteiro corajoso ao mostrar o lado perverso do lobby das indústrias farmaceuticas, um lado da epidemia da AIDS nos anos 80 não mostrado até então para o grande publico.

ELA

Dirigido e escrito por Spike Jonze, ELA é um primor. Assim como em seu longa prévio, Onde Nascem os Monstros, a fotografia, direção de arte e trilha sonora compõem de maneira delicada a atmosfera do filme. Não que em Quero Ser John Malkovitch ou em Adapção, não estejam lá estes elementos, mas em ELA é marcante a cor lavada da fotografia, um filtro nostálgico anos 70, as cores magenta e pastéis, o design lindo e clean dos cenários. A história se passa em algum lugar do futuro e é como se os personagens vivessem num lindo comercial da Apple.

Theodore é um escritor de cartas à mão, depressivo com o final do casamento, que se apaixona por seu sistema operacional, Samantha, na voz sexy, divertida de Scarlett Johanson.

É um filme de muitas camadas, para no final na verdade falar de desejo, ser, matéria, abstração. Através do amor Jonze constrói um filme filosófico sobre o existir, sobre a relação com o outro.

A perda, a projeção no outro, a impossibilidade de ser completo são temas recorrentes em sua filmografia e em ELA é o amadurecimento destas questões, um romance melancólico, uma busca infinita por ser feliz. A personagem de Amy Adams, melhor amiga de Theodore, lhe diz que tudo que pode buscar na vida são momentos de alegria. Ele re encontra estes lampejos na figura de Samantha, sem carne, sem concretude, uma voz, um sistema operacional.

Interessante ver como Jonze coloca em questão a emergencia artificial destes programas, como num plano ideal eles poderiam evoluir continuamente ao ponto de sentirem emoções reais, em bites, em algorítimos, colocando em questão o que nos torna humanos, nossa capacidade de nos emocionar, de abstrair em relação a máquinas programadas, as quais no caso também podem, também se apegam. A própria existencia em jogo: Cogito, ego sum. Assim, Samantha também existe, ela reflete e principalmente ela sente: amor, ciúmes, medo. Existe não num plano material, palpável, concreto, num plano de números, escrita binária, no tempo e não no espaço, sem a finitude.

Theodore, um homem que vive as emoções de outras pessoas: ser escritor de cartas para os outros, colecionando fragmentos da vida deles e naquele pedaço de papel viver intensamente um recorte, uma situação. Tão fake quanto uma nota de 3 dólares, o consumidor que pede há anos para que cartas a outros sejam enviadas, os que recebem a carta e que provavelmente sabem que não se trata de algo real e o fato de num mundo cheio de computadores, as cartas serem ” à mão” para dar um toque pessoal, ao invés dos caractéres gerados por computador, uma falácia, sendo que a letra manuscrita também é gerada por um programa. Ele que se cala e prefere o silencio ao invés de dizer o que sente em um relacionamento até o insuportável explodir, ou implodir. Que projeta no outro desejos. Sua ex esposa lhe diz que ele não sabe lidar com emoções reais. E quem sabe?

No mundo de ELA, existe uma relação cada vez mais cumplice entre homem e máquina, uma multidão silenciosa entre si, se relacionando com seus dispositíveis, apenas um simulacro da realidade ou um novo paradigma tão real quanto, apenas em planos distintos? É interessante esta posição de Jonze, ele não julga, ele, aliás, coloca a A.I em outra posição, não mais a desagregadora da sociedade, ou alienante, mas uma nova organização. Humanos desesperados por afeto, por sentir, pelo outro, como sempre. É preciso um corpo? É preciso tocar? Rir, se divertir e se sentir vivo não são o bastante?

Aliás, o que é o bastante?

A eterna busca pelo impossível. Pela completude.

 

BLING RING

 

Quando há dois anos atrás escrevi sobre Somewhere, comecei o texto dizendo que necessitava de um tempo para digerir os filmes de Coppola pois saía num estado de torpor igual aos dos personagens. Não foi o que ocorreu com Bling Ring, não o achei interessante já antes do final. Embora esteja tudo lá, todo o universo de Sofia: os adolescentes, a futilidade e o vazio existencial de uma classe privilegiada, os poucos diálogos, entretanto algo não funciona, talvez porque dois elementos que já funcionaram muito bem antes fiquem devendo neste longa: os silencios e a camera que se deixa ficar e esgarça o tempo aparecem de maneira confusa, ela quer imprimir um tempo mais ágil a esta geração tão “fast “( live fast die young cantam os personagens numa das cenas) em cortes mais rápidos, entretanto acaba ficando no meio do caminho entre sua camera que se deixa ficar até o limite do insuportável no silencio e esta nova velocidade, causa incomodo, mas não é um incomodo proposital, aí mora o problema.

Na verdade, o grande problema é que parece haver um julgamento moral deste grupo de adolescentes que não tendo nada melhor para fazer e querendo um “life style” igual ao das celebridades, decide roubá-las. Talvez seja um objeto perto demais da realidade de Sofia, não se trata de uma transposição para o século XVIII, nem para década de 50, e ela acaba imprimindo uma superioridade em relação a aqueles garotos.

O ponto interessante é a falta de uma explicação convincente para as ações do bando, o personagem principal, o que será o fio condutor entre os personagens, esboça uma teoria de não ser aceito e de sua melhor amiga ser obcecada pelo tipo de vida que levam algumas celebridades como Lindsey Lohan, mas parece tudo tão banal e tão sem sentido, eles apenas agem, entram, pegam algumas coisas, saem e esbanjam. Ostentação é a palavra. Parece o mote de uma sociedade capitalista ávida para aparecer e mostrar que possui ( desde as próprias celebridades como Lohan e Paris Hilton, passando pela juventude endinheirada, chegando nas periferias brasileiras com o funk da ostentação e ao patético rei do camarote). Entretanto é neste ponto interessante que Sophia se perde, os personagens são todos patéticos, caricatos, embora bem construídos (como Sophia não se aprofunda em motivos, eles sempre são aquilo e nos é dado isto, eles precisam estar bem fundamentados), ela parece zombar da gangue, não que em seus outros filmes alguns personagens não apresentem algo de profundamente patético em suas banalidades, entretanto neste caso ela parece dizer “idiotas crianças ricas”.

Como sempre nada acontece, mas em seus outros longas o nada, o tempo esgarçado ao limite, o flanar, levam a um clímax, porque chega a ficar insuportável, em Bling Ring não, temos uma sucessão de cenas de invasões domiciliares, roubos, gastos volumosos de dinheiro, fotos na internet. Podemos até dizer que esta é a vida desta juventude abastada, como se nada os atingissem, mas os personagens podem ser blasé, o filme como um todo não,porque acaba se tornando desinteressante. Aí chegamos a questão, se nem a diretora os acha interessante, se ela os acha um bando de riquinhos mimados, o que sobra para o público?

As Vantagens de Ser Invisível

 

Talvez algumas pessoas tenham a adolescencia mais fácil que outras,posso afirmar que a minha não foi um mar de rosas, na verdade comemorei muito o fim do colegial. Assim como o personagem principal de As Vantagens de Ser Invisível, eu também contava os dias para que terminasse. Com certeza muitas outras por aí também, e esta é a beleza provavelmente dos filmes independentes que tratam deste período : são os losers os personagens principais, os freaks, os outsiders…bem provavelmente roteiristas e diretores destes filmes não deveriam ser as cheerleaders nem os garanhões do futebol americano,para ficar  no cliche do cinema norte americano.

O longa segue o modelo bem feito e sempre cativante dos independentes: trilha fantástica, o loser, o outsider gente boa, garota descolada, um drama adolescente e final melancólico. Não, eu com isto não estou diminuindo o filme, ele realmente é sensacional,muito bem filmado e com um trio de atores muito afiado: Logan Lerman, Ezra Miller ( É Preciso Falar Sobre Kevin) e a “British ” sweet heart Emma Watson.

Charlie é um garoto tímido,sem amigos e que entendemos desde o início do filme tem sérios problemas psíquicos, ele acaba se tornando amigo de Patrick, ou Nothing como é chamado por sua turma por ser o repetente, garoto divertido,absolutamente contra as regras e gay, e de sua meia irmã, Sam, divertida e descolada com péssimo gosto para namorados. Ele se torna da turma, a turma dos “descolados”, ou os que fogem de todos os padrões certinhos da sociedade norte americana. Drogas, sexo e rock´n´roll são abordados na trama de maneira suave,  como rituais de passagem de todo adolescente. O ponto de tensão está exatamente no problema que Charlie carrega, ele está sempre no limiar, trata-se de um equilibrio delicado que ao escorregar pode trazer consequencias não muito boas para o garoto.

Ser invisível tem lá suas vantagens, não é preciso lidar com assuntos desagradáveis e difíceis, no entanto é no encontro com o outro que nos formamos, que podemos saber quem somos. Saber sua turma e ter o apoio dela é meio caminho andado para não se perder, ou se perder mais e conseguir se achar. Sorte de Charlie!

Os Descendentes

No ano em que o filme mais quente é um belga,a mídia norte americana procura uma fita da casa para fazer bonito e apostam no independente Os Descendentes. O problema é o resto do mundo comprar a idéia. O filme estrelado pelo queridinho da América George Clooney é interessante,mas nem de longe deveria gerar o frisson que gerou.

Família desfuncional,relacionamentos conflituosos,um pouco de humor negro,personagens um pouco estranhos. A fórmula perfeita criada para os ares gelados de Tribeca e seu festival acertou em cheio o cinema mainstream,ainda continuam “independentes” apenas foram em busca do sol hollywoodiano (e com isso os independentes de fato puderam verticalizar mais o caminho e deixaram a fórmulinha para o cinema convencional).Claro ter o respaudo de Clooney aumenta e muito o valor do filme,alçado a grande estrela do cinema,com boas direções,atuações e ativismo,o ator empresta carisma e grife ao longa.

A esposa em coma devido a um acidente,uma filha adolescente rebelde,uma filha pré adolescente problemática.Este é o cenário e vida do personagem vivido por Clooney,pai e marido ausente centrado nos negócios. O longa se desenvolve em torno da relação ou tentativa de relação com as filhas e como administrar uma esposa com dias contados e a bombástica notícia de que estava sendo traído.

O filme é centrado em seu personagem,entretanto não se trata de um filme de ator,Clooney é bom,mas está longe de ser fantástico,às vezes beirando a canastrice,assim o longa é um delicado equilibrio entre direção e atuação,não sobresaindo nenhum dos dois e o resultado pode-se dizer correto.

M/F Remix

We know Coca Cola but who the hell is Marx?? Dizem no começo do filme os dois personagens do filme. M/F Remix é como o próprio nome já anuncia,o remix do filme Masculin Feminin de Godard feito às vésperas da revolução de 68,revolução esta feita pelos filhos de Marx e da Coca Cola. Quarenta anos depois,quem são os novos jovens? A geração proveniente desta estranha simbiose entre capitalismo pop e esquerda?

Os rumos mundiais mudaram? Antes gritavam fora U.S.A do Vietna,agora fora USA do Iraque. Permanecemos na mesma. A juventude já começava dar sinais de alienação ao nem saber que uma guerra estava em curso,hoje o máximo de rebeldia e engajamento conseguido é através do poster vistoso com os dizeres: FREE WINONA! O coletivo se tornou privado,os motivos de luta também.

No remix do retrato ácido e não muito confiante do futuro pintado pela diretor frances, o cenário é ainda mais desolador e patético. A camera digital que acompanha a história sem história como é bem colocado em um quadro, dá ares de registro caseiro ao filme,os planos fechados tornam o espectador mais cumplice do casal,é como se nós do outro lado fossemos o diretor desta história patética,não estamos isentos de responsabilidade,fazemos tanto quanto eles parte desta estrutura,não nos é dada a opção de escapar,estamos juntos até o final pela proximidade dos planos,pela referencia ao espectador atraves da camera por parte dos personagens,seus gestos,o diálogo.Não existe o distanciamento estético provocado por Godard pela experimentação de planos,tomadas,neste caso tudo é próximo,íntimo.

Vemos aqui a influencia de seu produtor,Jean Pierre Gorin,parceiro de Godard no grupo Dziga Vertov, no uso do som que é desconexo da imagem,criando uma estética propria que se interliga com o imagético nos dando duas ou mais faixas de leitura,assim como a palavra escrita também é importante,para pontuar e provocar.No filme da década de 60 ela já aparecia e aqui será muito mais recorrente para dar um tom ironico à imagem.

Se Masculin e Feminin não via com bons olhos o futuro da geração marx coca-cola, M/F não enxerga nem o presente para seus netos. Ao se apropriar do comentário pessimista godardiano,remixa-lo e inseri-lo no cenário atual, a revolução de 68 se apresenta vazia,falida,estéril tendo apenas como frutos uma juventude sarcástica e niilista.

Garota Fantástica

Garota Fantástica marca a estréia da atriz e produtora Drew Barrymore atras das cameras. Uma comédia indie com tudo o que um filme independente tem direito, adolescentes e adultos que não se encaixam no padrão American Way of Life,uma família doce mas problemática,uma boa trilha sonora,situações comicas,ao mesmo tempo surreais.

Neste caso,o mote fica por conta de um esporte para lá de underground,o roller derby,uma corrida de patins com direito a táticas mirabolantes e muita pancadaria. No papel principal a musa indie Ellen Page e a volta de Juliet Lewis, como vilã ( para falar a verdade a melhor palavra para defini-la seria bitch mesmo).

Divertidíssimo o filme poderia ser uma boa alternativa a produção cinematográfica idiota e sem conteúdo feita para adolescentes,pois tudo gira em torno do amadurecimento da personagem de Page,seus conflitos com a família,principalmente a mãe, seu dilema em escolher uma vida que não é a “perfeita”,o primeiro amor. Tudo isto sendo uma garota de 17 anos convivendo com pessoas mais velhas do que ela,o que faz com que suas atitudes mudem e mesmo assim permaneçam naturais. Ou seja,bebidas,sexo,responsabilidades,assuntos que os americanos tratam com tanta histeria quando se trata de adolescentes no longa é tratado de forma natural,a transformação da personagem é gradual e sem muitos traumas. Não é um roteiro que procure o conflito limite, deixa a possibilidade deste embate acontecer em algum momento,para apenas se resolver sem grandes traumas.Um outro viés  para a neura da idade,da responsabilidade do jovem norte-americano.

Vale a pena ver esta estréia,ainda mais com atrizes tão talentosas no elenco que incluem também a vencedora do Oscar Marcia Gay Harden.